"O cérebro não é commodity" - Ou, futuro ultra passado do Brasil

Chovendo no molhado na minha cantinela do Brasil pensar um "futuro ultra passado", agora com um bom texto do @Carlos Orsi. Além da  frase marcante "O cérebro não é commodity", destaco um trecho:
 
"Uma coisa que sempre me espanta no Brasil é a incapacidade dos agentes públicos -- e, suponho, da população que os elege -- de levar a sério qualquer possibilidade de desenvolvimento econômico que não seja baseada em algum tipo de (neo)extrativismo. É o pré-sal da esquerda, são o nióbio e o grafite da direita estulta, são a soja e o boi da direita "esperta", é, agora, o cobre da Amazônia.
 
Num cenário em que a produção mundial de bens e serviços cada vez mais se estrutura em redes, com centros dispersos de design, montagem, produção de peças e produção de matéria-prima, só o que parece fazer brilhar os olhos dos brasileiros e entrar na visão estratégica dos governantes são exatamente as etapas de menor valor agregado, que mais agridem o meio ambiente e que mais exploram e maltratam a mão-de-obra. Será outro aspecto do tal "complexo de vira-lata"?"
 
https://carlosorsi.blogspot.com.br/2017/08/vicio-primario.html